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OLHAR NO FUTURO

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Deve ser aplaudida a iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente por buscar a preservação de cerca de 250 nascentes na Represa João Penido. Além de cercá-las, também plantou espécies nativas do bioma da Mata Atlântica no entorno. Desta forma, além da ação em si, fica o legado que deve ser adotado em outras regiões, sobretudo nos demais mananciais. Embora esteja fora da jurisdição plena de Juiz de Fora, a ampliação de medidas protetivas em Chapéu D’Uvas se faz necessária, sobretudo por ser o manancial do futuro.

A seca do ano passado e que se prolongou por 2015, comprometendo o abastecimento nas principais cidades do país, e Juiz de Fora não foi exceção, chamou a atenção para os mananciais, muitos deles já cercados por edificações, nem todas regulares, como se fossem áreas de lazer ou próprias para residências de fim de semana. O entorno da João Penido está comprometido e Chapéu D’Uvas corre o risco de ir pelo mesmo caminho. De novo, a cidade não é exceção. É comum situação semelhante em outros municípios, formando uma paisagem esteticamente bonita, mas ecologicamente devastadora.

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Embora seja visto como uma das caixas d’água do mundo, o Brasil só agora volta o seu olhar para o futuro, avaliando que, se não forem tomadas medidas preventivas, o abastecimento será um grave problema. Em muitos países, nos quais não houve preocupação com o meio ambiente, a água tornou-se um luxo. Há publicações sérias revelando que muitas civilizações sumiram do mapa por tragédias ambientais. Estamos longe disso, mas é fundamental dar o primeiro passo para que isso não ocorra, mesmo no longuíssimo prazo.

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