As vagas para deficientes físicos e idosos foram criadas no trânsito para facilitar a vida daqueles que precisam de uma atenção especial por terem a mobilidade reduzida. A medida quer ser, justamente, uma ajuda para que a sociedade se torne mais igual e exista acessibilidade a todos os diferentes na rotina de uma cidade. Portanto, respeitar estas vagas é um sinal de cidadania, civilidade e educação.
No entanto, reportagem divulgada pela Tribuna, na última terça-feira, mostra que a falta de respeito vem dos cidadãos e também do Poder Público. Dos cidadãos, porque ignoram a sinalização e ocupam, muitas vezes, impunemente, as vagas exclusivas, e, do Poder Público, por não se ater às dificuldades destes segmentos da população, criando vagas em locais onde o acesso não é facilitado, faltando rampas, por exemplo. Neste caso, conforme mostrou a matéria, o risco para o cadeirante torna-se até maior, já que ele terá que sair do carro em meio a outros.
Diante do alerta feito pela matéria, vários leitores se pronunciaram, lembrando que as dificuldades de locomoção não se restringem a este problema. Os flagrantes são diários em calçadas esburacadas e sem condições de circulação, por exemplo, para quem empurra um carrinho de bebê. Alguns poucos, uma minoria, reclamam da quantidade de vagas destinadas a estes públicos. No entanto, é bom lembrar que o total é definido proporcionalmente à presença destes segmentos na população geral.
Entender a necessidade destas vagas é apenas o começo, o que depende, antes de tudo, de conscientização para se colocar fim no pensamento individualista e começar a se pensar naturalmente a sociedade de forma coletiva. Este é o único caminho possível para uma sociedade plural e inclusiva.
