Dinheiro público jogado no lixo. É o que se pode concluir depois de tomar conhecimento de que cinco das oito novas unidades de atenção primária à saúde (Uaps), nas quais foram gastos mais de R$ 4 milhões, apresentam problemas estruturais que comprometem seu funcionamento. O caso mais grave é o do posto de saúde da Barreira. Inaugurado no dia 29 de dezembro, dois dias antes do fim da administração passada, nem as portas pode abrir, provocando indignação dos usuários, que voltaram a ser atendidos na antiga unidade. Só na Uaps da Barreira, foram gastos quase R$ 1 milhão.
Vidros soltos, infiltrações nas paredes, vazamentos nos telhados, portas com dobradiças frouxas e portões com defeito são alguns dos problemas que aparecem também em outras quatro unidades: Cidade do Sol, Nossa Senhora Aparecida, Santa Cândida/São Sebastião e Granjas Bethânia.
O mais grave é que muitas das falhas estruturais, agora detectadas em levantamento da Subsecretaria de Atenção Primária à Saúde, já haviam sido observadas por médicos, enfermeiros e pacientes que circulam pelas novas Uaps. O que se percebe é o descaso durante a construção das unidades, que deveria merecer acompanhamento rigoroso dos técnicos da Prefeitura, para evitar obras feitas a toque de caixa.
Além dos prejuízos para os pacientes, há o dano para os cofres públicos, pois mais recursos terão que ser empenhados nos reparos para adequação das construções às normas de segurança e saúde da Vigilância Sanitária, que parecem não ter sido observadas pelos responsáveis.
Mesmo ainda vigorando os prazos legais para a correção dos problemas, é preciso cobrar a tomada urgente de providências, pois centenas de pacientes circulam pelos novos postos diariamente.
A segurança da comunidade deveria estar em primeiro lugar. É impositivo pôr um ponto final na irresponsabilidade com o bem público. A população merece o respeito, pois é ela quem paga a conta.
