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QUESTÃO DE POLÍTICA

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Quando ganha a principal avenida da cidade, a violência toma outros ares, assusta e incomoda toda a população. Foi o que vimos na Tribuna, a respeito do pânico que se instalou na Avenida Rio Branco, quando vários jovens desceram de um carro no meio da via, na última segunda-feira, e atacaram, com uma barra de ferro, um adolescente de 15 anos, que estava no ponto de ônibus. A confusão, contida pela polícia, seria em nome de uma rixa envolvendo jovens de dois bairros de Juiz de Fora. Por fim, a informação era a de que os agressores teriam se enganado e confundido a vítima com outra pessoa.

Diante do ato, porém, a sensação de insegurança latente se torna escancarada. O medo está instalado na maioria dos grandes centros, o que ficou evidente no fato de as pessoas confundirem o objeto com uma arma de fogo. O sentimento de vulnerabilidade era comum nos depoimentos dos que assistiram à cena.

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No entanto, a indignação que ganha mais repercussão e novos contornos nesse caso, por causa do local onde se deu a violência, deveria ser a mesma para as ocorrências frequentes em bairros da periferia, que, muitas vezes, não encontram reverberação na sociedade, apesar de também causarem temor na vizinhança.

Quando sai de seu lugar comum e vai para a avenida, a briga de gangue assusta e, aí sim, a classe média cobra medidas. É preciso, porém, não só pedir providências nesses momentos, mas exigir diariamente que essa situação que envolve nossa juventude mude. Não adianta tirar a violência do Centro e empurrá-la para os cantos, como se o problema estivesse sendo varrido para debaixo do tapete. É necessário, sim, haver preocupação de fato com essa juventude, com discussões públicas profundas e real envolvimento político. Afinal, violência não é só questão de polícia, mas também e, principalmente, de política.

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