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A LUGAR ALGUM

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Uma nova paralisação das obras da BR-440, como está previsto pelo próprio Dnit, segundo matéria da Tribuna, é um passo para trás, uma vez que o empreendimento, que já dura anos, tornou-se um estorvo para a população e – nas atuais condições – mais um elefante branco contabilizado nas contas do Governo federal. Hoje, a rodovia liga o nada a lugar algum, embora seus custos já tenham ultrapassado a cifra de R$ 54 milhões, fazendo do quilômetro da Cidade Alta o mais caro do país, já que todo esse dinheiro foi empregado em apenas 4,2 quilômetros da malha rodoviária. Não apenas por uma questão de respeito à população, o Departamento Nacional de Infraestrutura deve levar o empreendimento até o fim, pois, quanto mais tempo levar para sua conclusão, pior será o cenário, já que o abandono criará outros passivos em uma necessária nova etapa.

A decisão de parar a obra, como se sinaliza em Brasília, não é, sequer, uma vitória dos ambientalistas que, desde o início, vêm advertindo para os problemas do projeto, sobretudo na complementação, a partir do campo do Nova União até a Avenida Rui Barbosa. Há várias pendências ambientais que não foram pacificadas, e se trata – se não houver mudança – do trecho mais caro tal a necessidade de intervenções no percurso, como construção de pontes. Enquanto essa questão não é resolvida, o que já foi feito não pode ficar no caminho, inclusive a ligação com a BR-040, que não se faz por uma questão de metros. Como há possibilidade de resolver o impasse ambiental desse trecho, é necessário achar uma solução.

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As lideranças políticas, sobretudo depois das eleições, devem se unir, pois não há vencedores na paralisação. A Cidade Alta tornou-se uma das regiões mais densas de Juiz de Fora, e um problema como esse amplia ainda mais as dificuldades da população. Num momento em que as pesquisas apontam a má qualidade das estradas nacionais, parar um projeto de tal monta é colaborar para as estatísticas que indicam o descaso do Dnit.

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