Ícone do site Tribuna de Minas

SALVE-SE QUEM PUDER

PUBLICIDADE

Às vésperas do julgamento do mensalão, talvez o mais importante na história do Supremo Tribunal Federal, os réus, por meio de seus advogados, iniciaram uma guerra de nervos, atacando-se mutuamente. O ex-deputado Roberto Jefferson, um dos protagonistas do processo, tenta envolver o ex-presidente Lula na demanda, embora tenha sido ele, na fase aguda de denúncias, o autor de frases isentando-o do caso, atribuindo a responsabilidade ao então poderoso ministro José Dirceu. Ontem, os jornais estamparam a defesa do Banco Rural, passando a bola para o Partido dos Trabalhadores, enquanto o advogado do ex-deputado José Genoíno, acusava Jefferson de tumultuar o processo.

Os advogados e réus usam a velha tática da desqualificação. Na defesa do cliente, atacam a testemunha. São argumentos de lógica, utilizados rotineiramente nos tribunais, que costumam dar certo, sobretudo em júri popular. Os ministros do Supremo conhecem o estilo e sabem que boa parte dos discursos se volta mais para fora do que para dentro da corte, numa tentativa de se ganhar respaldo da opinião pública.

PUBLICIDADE

Pela importância do julgamento e pelo calibre dos envolvidos, não se esperava outra coisa, mas é preocupante quando até ministros que vão julgar a causa se manifestam, mesmo em defesa da instituição. Pelo menos três deles não esconderam seu aborrecimento com as declarações da corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, por ter dito que o Supremo também estaria em julgamento ao olhar das ruas. Segundo eles, será um julgamento técnico, longe das paixões políticas que misturam o processo com a campanha eleitoral já em curso. A conferir.

Sair da versão mobile