O fato de a cidade ficar atrás apenas da Região Metropolitana de BH – Belo Horizonte, Contagem, Betim e Ribeirão das Neves – no número de homicídios em Minas Gerais, entre os 853 municípios, não deixa de ser preocupante, pois aponta para um cenário de violência agudo, mas é fundamental também comemorar a redução dos índices em comparação com períodos anteriores nos cinco primeiros meses do ano, quando o levantamento foi efetuado. Além disso, é importante destacar o crescimento do índice de resolução de casos, que já passa dos 75%. Como uma coisa puxa a outra, a violência cai.
Os dados indicam que, ao resolver os casos de crimes contra a vida, a polícia também está retirando das ruas os seus autores, alguns deles reincidentes. Nos últimos meses, foram frequentes as prisões de grupos envolvidos em tais ocorrências, muitas delas por motivos fúteis, embora a maioria tenha como causa o tráfico de drogas e o enfrentamento de galeras de bairros diferentes. A busca de uma identidade tem levado jovens a participar de grupos que exigem, até como rito de inclusão, algum tipo de delito.
A cidade deve perseguir, agora, a saída das primeiras posições do ranking, o que só será possível com manutenção das ações e trabalho sistemático das polícias, carecendo, também, de equipamentos. A implantação de mais câmeras – mesmo as de vigilância do trânsito – é necessária, pois não só ampliam a percepção de segurança como também criam áreas de conforto para a população. Em recente visita à cidade, o comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Bianchini, anunciou terceirização de parte da frota, a fim de dotar a Polícia Militar de veículos novos. Vale a mesma expectativa para a Polícia Civil, que exerce o papel de agente judiciário, que carece de modernizar seus equipamentos e salários para ampliar a eficiência de seus profissionais.
