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FOCO POLÍTICO

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A campanha eleitoral, oficialmente, está fora do ar, mas o que se vê nas ruas, nos eventos e em demais aglomerações é pura política. Partidos que fizeram convenções no fim de semana reforçaram seus discursos, enquanto os que vão escolher seus candidatos até o prazo final, dia 30, fazem os últimos acertos para definir listas e alianças. Trata-se de um corriqueiro processo pré-eleitoral, que sempre surpreende, não apenas pelas composições, mas pelo que se diz. Em São Paulo, o ex-ministro José Serra voltou a assegurar aos paulistanos que vai, se eleito, exercer o mandato de prefeito em sua plenitude, mas disse o mesmo em outras vezes e saiu no meio do mandato para tentar voos mais altos. Seu principal adversário, Fernando Haddad, ainda procura um vice, visto que foi surpreendido pela defecção da deputada Luiza Erundina, irritada com uma foto do ex-presidente Lula ao lado do deputado Paulo Maluf.

Em Juiz de Fora, a semana será pródiga em articulações, mas, salvo a indicação de vices, não haverá surpresa. Os principais atores estão definidos, restando apenas a homologação de nomes pelas convenções. O jogo já está sendo jogado há algum tempo, logo após a abertura dos prazos para convenções. A incerteza se prende apenas no vice de Bruno Siqueira, do PMDB. O médico José Roberto Maranhas, filiado ao PSB, foi anunciado ontem como o parceiro de Margarida Salomão na jornada eleitoral, em evento que contou com a presença de lideranças do PSB, como o deputado Júlio Delgado, responsável pela indicação, e o ex-prefeito Tarcísio Delgado, este filiado ao PMDB e resistente ao projeto da candidatura própria.

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Fechado o ciclo, que se esgota no dia 5 de julho, quando as chapas são oficializadas na Justiça Eleitoral, a expectativa é pelo que será feito. Os partidos vão para as ruas ou pretendem esperar o horário eleitoral? Com limitações legais, o prefeito Custódio Mattos faz uma longa ofensiva para mostrar suas realizações. Faz parte do jogo, como também é legal o discurso da oposição em apontar o que considera ser erro do Executivo. A questão é saber como a campanha será feita, já que apontar erros ou fazer promessas é um processo simples. O fundamental é esclarecer ao eleitor o que pode ser feito ou o que pode ser, de fato, executado.

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