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AÇÃO PRIORITÁRIA

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Alguns negócios, segundo máxima de mercado, são considerados de capital intensivo, isto é, precisam de investimento constante para enfrentar a concorrência, sobretudo num tempo em que as tecnologias ficam obsoletas da noite para o dia. Quem não acompanha a onda morre na praia. O mesmo é possível dizer de algumas instâncias de poder, como as que tratam de segurança, saúde e educação. Não podem ficar à mercê de contingenciamentos, como o promovido pela área econômica, já que são necessárias para a comunidade com eficiência de 100%.

Juiz de Fora assiste, com preocupação, à decisão da Justiça proibindo a entrada de crianças em um abrigo. Diversas entidades que prestam esse serviço estão com suas estruturas inadequadas, reforçando a falta de espaço. Essas crianças ficam à mercê da própria sorte, sendo induzidas a voltar para os lares dos quais saíram por conta de maus-tratos. Há ações para reverter, mas esse é o tipo de problema que já deveria ter sido resolvido antes de chegar a esse estágio.

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A falta de espaço, porém, não é um fato exclusivo dos abrigos. As casas de detenção estão com suas lotações esgotadas, como é o caso do Ceresp. Concebido para receber pouco mais de 200 detentos, aproxima-se de quase mil, num claro desafio às leis da própria física, como a da irredutibilidade, que não permite a dois corpos ocupar o mesmo lugar no espaço. Num cenário como esse, não há surpresa quando os juízes de execução, pelo país afora, determinam a soltura de presos de crimes mais leves. Há justificada indignação, mas fazer o quê?

Enquanto alguns segmentos agem em nome do interesse próprio, como os políticos se autoconcedendo aumentos e indenizações, os recursos para demandas importantes da sociedade estão sob o crivo do Governo, a fim de fechar as contas. É uma economia que penaliza setores estratégicos. Crianças sem abrigo ou presos cumprindo sentença em casa passam a ser uma preocupação a mais para o cidadão comum, sobretudo o do andar de baixo, no qual o problema se faz presente.

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