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CONTRA AS DROGAS

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A Confederação Nacional dos Municípios tem razão ao criar o Observatório do Crack, órgão de acompanhamento das políticas públicas de combate à droga em função dos próprios números: uma pesquisa divulgada recentemente apontou que ela já se espalhou por 98% das cidades brasileiras, algo de extrema gravidade e que não pode ser colocado em segundo plano. Os prefeitos, segundo o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, precisam tomar pé da situação e entrar na luta, pois qualquer tipo de omissão causa danos irreversíveis para o próprio município.

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De fato, as drogas não são mais apenas caso de polícia, tornando-se também uma demanda de políticas públicas como, aliás, considera a presidente Dilma Rousseff ao cobrar ações dos ministérios. Todas as instâncias de poder têm que se envolver na discussão, a fim de se criar mecanismos de enfrentamento. É preciso prender o traficante, mas também cuidar dos viciados, para que se interrompa o ciclo de compra e venda, que mantém acionada uma máquina que gira milhões em dinheiro.

As drogas hoje são as principais causas de crimes paralelos ao tráfico, sobretudo homicídios, obrigando o estado a investir em todas as frentes, especialmente na juventude, principal foco de consumo. É preciso alertar os jovens não só da letalidade do crack, mas também dos danos sociais que provoca. Ele mata e ainda desestrutura famílias.

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Na marcha que farão a Brasília, os prefeitos de todo o país pretendem cobrar investimentos, pois não basta o discurso se não houver verba para a implementação de políticas públicas. A maioria das prefeituras está com o caixa comprometido; e, se Brasília não abrir o cofre, os esforços serão em vão, e a droga vencerá uma etapa dessa longa e difícil batalha.

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