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SILÊNCIO DA CORTE

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Há pelo menos duas semanas, a Tribuna tenta obter no Tribunal de Justiça de Minas Gerais uma informação sobre duas propostas para a construção do novo fórum de Juiz de Fora. O máximo que conseguiu foi o óbvio: elas estão em estudo, embora os dois grupos, nos bastidores, cantem vitória. O que se espera, porém, é uma posição definitiva da principal corte de Justiça do Estado. Há uma demanda, e o tempo transcorre sem uma solução.

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Quem perde com esse impasse são os próprios usuários e os operadores do direito, uma vez que, além de não haver lugar adequado para concentração de todos os serviços forenses, a cidade adiou dez varas que ainda não foram implantadas pela falta de espaço. O silêncio oficial é preocupante, pois dá margem a especulações de toda sorte, algo que deveria ser descartado de pronto numa instância de tal importância.

A única certeza é o dano provocado até agora. Por mais de uma legislatura o problema já passou pela mesa dos desembargadores sem uma solução. Já foram oferecidos vários espaços, mas tudo continua como antes. Os primeiros passos foram dados pelo juiz Márcio Wélson de Castro, que encontrou um local adequado perto do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, que hoje já está comprometido por construções. O próprio magistrado já se aposentou, mas seus sucessores vivem o mesmo dilema. Até quando?

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