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JÁ COMEÇOU

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Pela legislação eleitoral, a campanha política deve começar somente com seis meses de antecedência, mas trata-se de uma recomendação formal para evitar abusos. Na prática, porém, o jogo está sendo jogado já há algum tempo, bastando pesquisar a agenda dos principais atores desse processo para verificar que estão andando pelo país afora, mesmo sob justificativas de trabalho, a começar pela presidente da República, que ampliou sua frequência de visitas a Minas, seu estado natal, mas principal reduto de um de seus adversários, o senador Aécio Neves. Dilma Rousseff, pelos primeiros levantamentos, tem visitado o estado pelo menos de duas em duas semanas. A oposição protesta, mas também não faz outra coisa senão buscar votos em outras regiões. O próprio senador mineiro já esteve no Nordeste e tem agido com frequência em São Paulo, sob a chancela de ser presidente do PSDB. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, antes de Marina Silva, também andou por todos os quadrantes, apresentando suas metas para o país.

Esse tipo de atitude não surpreende, uma vez que a visibilidade é fundamental, sobretudo para os pré-candidatos que não têm o poder de agenda. O Governo, por sua vez, age para consolidar seus projetos e apresentar ao eleitor o que está fazendo, mesmo sob a certeza de que nas ruas pouco se fala do pleito do ano que vem. Mas faz parte do processo.

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Na escala estadual, as ações são idênticas. Os pré-candidatos a governador já estão em campo, se apresentando aos eleitores. Num estado como Minas Gerais, com 853 municípios, tal estratégia é necessária, já que é praticamente impossível fazer campanha de tal porte quando se deixa para última hora.

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