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MOBILIDADE

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Estudo que está sendo elaborado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta para a necessidade de investimentos públicos da ordem de R$ 229 bilhões para a solução dos problemas de mobilidade nas principais metrópoles do país. Não se sabe se Juiz de Fora encontra-se nessa lista, por se situar entre as cidades de porte médio, embora seja polo de uma região, mas é preciso agir no sentido de inseri-la na discussão. Trata-se de um tema que desafia governos, sobretudo após o país mudar de patamar. O crescimento da frota de veículos não foi acompanhado de obras para atender essa nova demanda. Como resultado, megalópoles como São Paulo praticamente param na hora do rush ou em períodos de chuvas.

Juiz de Fora, respeitadas as proporções, também vive o problema de mobilidade, resultado, também, de uma situação perversa: com exceção de medidas pontuais, não há como implantar novas vias – salvo a tão sonhada retirada dos trilhos da linha férrea para, em seu lugar, criar-se um grande corredor urbano ou até mesmo aproveitá-los para a adoção de um metrô de superfície ligando o Centro à Zona Norte, para onde flui a maior parte dos usuários do sistema.

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Enquanto isso, a cidade se vê diante de uma nova questão, como a Tribuna destacou na edição de ontem. Entidades representativas de moradores da Cidade Alta ingressaram na Justiça questionando a legalidade da BR-440. Entendem que o Dnit, a quem cabe a conclusão do projeto, fazendo a ligação com a BR-040, só poderia atuar se houvesse a conexão entre duas vias federais, como versava o projeto original. As entidades defendem que a via sirva apenas como ligação entre bairros e área de promoção à cidadania. A discussão ressurge num momento em que a Prefeitura já conseguiu a atenção do departamento para a ligação com a BR-040 e a conclusão do trecho até o Campo do Nova União. A dúvida, agora, é saber como é que fica, embora se saiba que o atual modelo é perverso para os moradores do entorno, especialmente no trecho cortado pela Rua Pedro Krambeck, que também carece de investimentos.

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