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CADA UM POR SI

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Por mais que sejam feitos esforços, as eleições, sejam elas nacionais ou municipais, não conseguem se fixar sob o viés ideológico. Por força de um sistema que permite alianças de toda sorte, o que vale são interesses imediatos, como tempo na televisão e possibilidade de eleger um determinado número de candidatos. E aí, vale praticamente tudo, com coligações abertas, algumas desconectadas da própria lógica, dada a sua formação. Adversários nacionais em tons bastante duros, tucanos e petistas não fogem à regra. Em Minas, diversas prefeituras registram uma convivência entre as duas legendas como se não houvesse um clima de beligerância nas demais instâncias. E não é preciso ir longe. O prefeito de Ubá é do Partido dos Trabalhadores e seu vice é filiado ao PSDB.

Na edição de domingo, a Tribuna mostrou o cenário de entendimentos ora em questão na cidade. As alianças estão indefinidas, e o fantasma da renovação induz os partidos a inesperados acordos. Enquanto, no futebol, feio é perder gol, na política, só não vale perder eleição, o que leva a um cenário de sopa de letras, levando confusão com siglas embaralhadas em busca da melhor posição na campanha. Na Câmara, estão representadas dez legendas, mas o número é bem mais expressivo quando se leva em conta que nem todas conseguiram eleger seus candidatos. Por isso, os entendimentos não se restringem ao Legislativo. Como a meta é a TV e a vitória, até mesmo alianças de 2008 correm o risco de não se repetirem, tudo em função das metas que foram traçadas.

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Quem fica à deriva, porém, não são os candidatos, mas o eleitor, que desconhece os entendimentos e se surpreende ao defrontar-se com determinadas composições. Como todos buscam alianças, mas sabem que na hora de buscar voto é cada um por si, esses acordos costumam fazer água antes do pleito, já que, em não havendo viés ideológico, o vale tudo costuma fugir às regras da boa convivência. Por conta disso, e também jogando com seus interesses, as cúpulas estaduais e nacionais costumam impor suas posições, que, ao invés de alianças, costumam produzir impasses ou dissidências na reta final.

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