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FÓRMULA MÁGICA

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Um dos principais desafios da reforma política, como a Tribuna apontou na edição de domingo, é o financiamento de campanha. A despeito da unanimidade sobre as mazelas dele advindas, não há consenso sobre a forma ideal. Alguns partidos, como o PT, defendem o financiamento público, mas esbarram, de pronto, com o seu principal aliado, o PMDB, que gosta do atual modelo, mas defende que os recursos sejam para uma só legenda, evitando-se assim o rateio entre vários partidos, como é comum atualmente. Hoje, especialmente, empresas investem em vários candidatos. O PMDB quer só um partido beneficiado.

A fórmula ideal é um desafio até mesmo para os especialistas. Entre esses também não há um projeto único, embora todos entendam que a forma ideal deva ser aquela que cause mais dificuldades para a corrupção. E aí é que reside o problema, já que há várias frentes para o cometimento de ilícitos, que devem ser combatidas pela legislação. Hoje, de fato, o modo como as campanhas são financiadas está mais para um balcão do que para uma disputa, parecendo uma caderneta de poupança. Quem investe nos partidos ou diretamente nos candidatos, quase sempre, quer retorno e, muitas vezes, de modo pouco republicano.

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O escândalo da Petrobras é a prova mais enfática desse modelo, pois boa parte do dinheiro desviado foi drenado para políticos e seus agentes, num jogo de interesses no qual o único ausente foi a sociedade organizada, que votou, mas, em vez de benefícios, sente os efeitos de tantas mazelas.

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