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PALANQUE ABERTO

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As campanhas eleitorais estão começando cada vez mais cedo. Não foi à toa que o ex-presidente Lula aproveitou a festa que comemorou os dez anos do PT no Governo federal e os 33 anos da legenda, esta semana, em São Paulo, para lançar a presidente Dilma Rousseff à reeleição em 2014. De Brasília, o senador Aécio Neves, falando como potencial candidato do PSDB à Presidência, não deixou por menos e também utilizou a data para atacar o que chamou de 13 fracassos do PT à frente do Governo federal. Está dada a largada à corrida eleitoral a um ano e meio do pleito.

Na verdade, a campanha pela reeleição de Dilma começou um dia antes, com o lançamento do programa Brasil sem miséria; uma bela jogada, a despeito do ganho social, num momento em que o desempenho da economia do país, em ritmo de alta da inflação e PIB tímido, preocupa, apesar dos indícios de melhora em 2013. Boa hora, porém, para os eventuais adversários darem as caras.

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O PSDB, principal rival pelo menos por enquanto, promete reeditar a antiga disputa com o PT, embora o discurso tucano insista em velhas premissas, um tanto desgastadas na atualidade. Além de lamentar as perdas que o país estaria sofrendo com o sepultamento da herança bendita de FH, Aécio capitalizou a presença da ativista e blogueira cubana Yoani Sánchez em visita ao Congresso, onde foi recebida sob protestos das alas mais radicais de esquerda.

Enquanto isso, outros potenciais candidatos já se movimentam. A ex-senadora Marina Silva aproveitou o fim de semana passado para lançar seu novo partido, Rede Sustentabilidade, e se atrapalhou com as primeiras regras da nova legenda quanto à aceitação de fichas-sujas e ao patrocínio de campanha, vedado a empresas dos ramos de bebidas e agrotóxicos, por exemplo, mas não a bancos e empreiteiras.

Por outro lado, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que até então corria por fora, somando apoios por todo o Nordeste, um dia depois da festa do PT e das críticas de Aécio, resolveu soltar o verbo. Em Recife, em encontro com quase 200 prefeitos de seu estado, condenou a eleitorização da política brasileira e as velhas rinhas, referindo-se à polarização da disputa entre PT x PSDB, enquanto era aclamado pelos colegas pernambucanos aos gritos de presidente. Resta saber se as vozes da oposição, que começam a ecoar pelo país, vão ter força para bater Dilma Rousseff e a máquina nas urnas em 2014. Fôlego e disposição os adversários já dão sinais de que têm.

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