O retorno dos jogos de futebol, na abertura da temporada de 2015, trouxe junto um velho problema: o enfrentamento de torcidas que se dizem organizadas, deixando os demais torcedores apreensivos com o grau de violência nos estádios. Mesmo longe de suas sedes, participando de um torneio em Manaus, Flamengo e Vasco mantiveram sua beligerância fora dos gramados. A pancadaria culminou com apenas dois detidos, que foram soltos, horas depois, por falta de provas. O estádio abrigou quatro partidas da Copa do Mundo, mas nem assim tinha câmeras para registrar os episódios.
O conflito não foi um ato isolado, também nas divisões de base a situação se repete. Na noite de quinta-feira, depois do jogo entre Corinthians e São Paulo, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, torcedores dos dois times levaram o terror para as ruas de Limeira, num injustificável jogo de violência por conta de uma suposta identidade. Ninguém foi preso, a despeito dos danos causados ao patrimônio público. O Estatuto do Torcedor estabelece uma série de restrições, mas sua aplicação tem sido o problema, pela falta de estrutura dos organismos responsáveis.
Como a temporada só está começando, é fundamental a tomada de providências, a fim de dar fim a tais cenas. Caso contrário, apesar de tantos estádios, construídos para a Copa do Mundo do ano passado, eles ficarão vazios. Afinal, em vez de espaço de lazer do torcedor, tornaram-se, como o próprio nome diz, arenas para os falsos gladiadores do século XXI.
