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NADA COMO ANTES

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Escândalos com dinheiro público não são novidade na História nacional. Para ficar em situações recentes, basta lembrar os anões do orçamento: deputados que manipulavam emendas em proveito próprio. Um deles, de tanto dinheiro arrecadado, disse que ganhou diversas vezes na loteria. Morreu sem ser punido adequadamente. Essa omissão do Estado deixa a opinião pública com um pé atrás sobre o rumo dos envolvidos no escândalo da Petrobras. Com os mensaleiros saindo aos poucos do cárcere, por força de lei, ressalte-se, fica a impressão de que a impunidade é uma marca nacional.

No caso atual, não apenas pela sua dimensão, mas também pela própria repercussão dentro e fora das instâncias de poder, é possível inferir que, mesmo não se estancando a corrupção, haverá novos mecanismos de controle a fim de evitar danos tão graves ao erário. As próprias unidades estatais terão mais zelo nas suas ações de fiscalização, da mesma forma que as empresas privadas. Se há um resultado a ser comemorado, foi o do fim da imunidade dos barões das empreiteiras, até então considerados acima do bem e do mal. Até agora, 12 acordos de delação premiada já foram firmados, indicando que haverá novas denúncias.

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Certamente, outras instâncias serão envolvidas, pois a Petrobras não é a filha única desses descalabros. A informação de que pelo menos 27 políticos misturaram o público com o privado é indício de que vem mais coisa pela frente, embora não se saiba a sua dimensão. Prestes a fechar o seu ministério, a presidente Dilma Rousseff foi a primeira a entender o recado: políticos que estavam prestes a serem chamados para o seu primeiro escalão, como o presidente da Câmara, Henrique Alves, um dos citados nas denúncias, vão ter que esperar ou provar sua inocência antecipadamente.

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