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JOGO DE PODER

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Os candidatos a postos executivos, sejam eles à Presidência da República ou aos governos estaduais, estão incorrendo no risco do excesso de promessas para obter a atenção do eleitor. São reformas de toda a sorte e obras que continuam no papel, uma vez que, embora tenham o poder de agenda, o presidente ou o governador dependem do Legislativo para governar. E aí que reside o problema. O próximo Congresso e as assembleias deverão passar por uma ampla mudança, o que, de certo, irá criar um novo centro de debates.

No caso federal, os candidatos anunciam a reforma tributária, embora ela também já tenha visitado os palanques de 1998, 2002, 2006 e 2010 sem ter saído do papel. As administrações de Fernando Henrique, Lula e da própria Dilma Rousseff esbarraram no jogo de interesses do Parlamento, que nem sempre está de acordo com as propostas do chefe do Governo. Num presidencialismo com cara de governo de coalizão, sem negociação, nenhum projeto vai à frente.

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Por conta disso, o eleitor não deve focar seus interesses apenas no voto majoritário. A formação do Congresso e das assembleias – também das câmaras nas disputas municipais – é fundamental para a articulação política. O jogo de interesses que marca a pauta do Legislativo tem produzido situações em que o presidente ou o governador se sentem obrigados a negociar com o adversário ou com grupos de poder que defendem outras propostas.

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