A distribuição de função aos deputados, empresários e organizações participantes da Agenda Regional será a principal tarefa da terceira etapa, dia 26 de setembro, em Muriaé, e ponto crucial para o sucesso do empreendimento. Com dados em mãos, fruto de um intenso trabalho de pesquisa, tais atores farão o acompanhamento direto nas instâncias de poder, seja em Brasília ou em Belo Horizonte. A partir daí, será possível ver a extensão dos discursos apresentados, quando houve um consenso em torno da unidade, independentemente do viés ideológico. Há tempos, a Zona da Mata ficou em segundo plano em razão, muitas vezes, do modo como os líderes operavam, preferindo atuar isoladamente em vez de buscar parcerias.
Na edição de domingo, a Tribuna mostrou a denúncia do presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paraibuna (Ampar), Marcílio Vieira Pacheco, sobre a falta de infraestrutura dos municípios do entorno do Aeroporto Regional, que será inaugurado amanhã. Trata-se de uma questão levantada nos dois encontros da Agenda em Juiz de Fora, que merece, pois, prioridade, mesmo se sabendo que a solução não sai da noite para o dia. É, também, uma boa oportunidade para conferir na prática o que foi levado ao anfiteatro do Museu de Arte Murilo Mendes, quando o empenho e o trabalho conjunto foram as palavras de ordem.
A inauguração do terminal é importante e estratégica, mas não se esgota nem mesmo na sua transformação em um hub (ponto de concentração de vários serviços). Quando concebeu o empreendimento, o ex-presidente Itamar Franco, recentemente falecido, pensou no desenvolvimento da região, que implica em outros investimentos. A cobrança do prefeito faz sentido para garantir que as cidades não cresçam sem ordenamento. A criação de estrutura levantada pela Agenda é uma das questões apresentadas pelo dirigente, pois somente com vias de acesso, postos de serviço adequados e mão de obra qualificada será possível crescer sem os dilemas que hoje afetam as metrópoles.
