As dificuldades econômicas que se somam à questão política que toma conta da agenda nacional têm se desdobrado não apenas no confronto entre Governo e oposição mas também nas dificuldades reais das prefeituras. No meio do fogo cruzado, a maioria se encontra em sérias dificuldades. As obras estão paradas, ou parando, e os prefeitos, por conta da tesoura do ministro Joaquim Levy, assistem aos repasses minguarem meses após meses. Os municípios que têm no Fundo de Participação sua única fonte de receita estão num beco sem saída. E formam a maioria.
O que os prefeitos mais fazem é indagar sobre até quando esse cenário vai persistir. E as respostas não são animadoras. Até mesmo os estados estão engessados, não transferindo receitas para as municipalidades, a despeito da necessidade. Por conta disso, empreendimentos estão sendo adiados e sem data para saírem do papel. Juiz de Fora, embora tenha receitas próprias com IPTU, ISS e ICMS, também passa por indefinições. Em recente entrevista à Tribuna, o secretário de Saúde, Adilson Stolet, admitiu, sem meias palavras, que o Hospital Regional não será inaugurado este ano.
Até as capitais estão de pires à mão, à espera de uma resposta da área econômica. As medidas do Ministério da Fazenda não são de resultados imediatos, o que cria um quadro de incerteza para todos, embora haja apostas de um segundo semestre melhor.
