Ícone do site Tribuna de Minas

Busca de espaço

PUBLICIDADE

Com o prazo para as convenções já sendo contado desde sexta-feira, indo até o dia 5 de agosto, os eleitores têm, agora, a oportunidade de conhecer oficialmente os candidatos aos cargos que estarão em jogo nas eleições de outubro. No caso nacional, os primeiros entendimentos já indicam uma redução no número de postulantes, embora muitos desses atores só estejam no palco para ganhar evidência pessoal ou abrir espaço para acordos de segundo turno.

Aqui em Minas há uma situação inusitada, pois o atual cenário de candidaturas pode passar por mudanças nos próximos dias, dependendo das conversações. O MDB, ainda em clima de turbulência, após a queda do presidente Antônio Andrade, que foi substituído pelo deputado Saraiva Felipe, está buscando alianças com outros partidos, mesmo tendo, por enquanto, pré-candidatura própria. Resta saber em que termos pretende conquistar parceiros quando também estes têm nome próprio. De acordo com Saraiva, se houver coligação, ela terá que ser do alto ao baixo, isto é, envolvendo também as candidaturas de deputados federais e estaduais.

PUBLICIDADE

O que ele não diz, mas até as montanhas de Minas sabem, é que o partido tenta coligação para salvar a reeleição dos parlamentares, pois foi essa a razão de terem apeado Toninho Andrade da presidência. Sem outros partidos para somar tempo e votos, os atuais deputados correm o risco de não ter seu mandato renovado. Pelo menos metade deles voltaria para casa.

Esse tipo de entendimento é do jogo, como também está na pauta a situação do empresário Josué Alencar. Carregando o nome do pai, que foi senador por Minas e vice-presidente da República nos dois mandatos do ex-presidente Lula, ele é cortejado pelo PT, que tenta manter o lado histórico, mas também está na mira do tucano Geraldo Alckmin, que deve formalizar um acordo com o Centrão.

A tática partidária é consolidar posições tendo como âncora alguns personagens, como Josué, ou tempo de televisão, pois só dessa forma tendem a ganhar respaldo dos eleitores. Salvo em debates, quando, certamente, serão provocados, os candidatos vão sair pela tangente em torno de temas cruciais para o país. Há reformas que precisam ser implementadas, como também é necessário mudar o modelo de gestão. Hoje, pelo presidencialismo de coalizão, as decisões passam distante das ruas, atendendo mais a interesses corporativos e partidários.

Sair da versão mobile