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ZONAS OCUPADAS

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O Governo de Minas, por meio de sua página na internet, está comemorando o oitavo lugar entre os estados com menor índice de homicídios entre jovens. De acordo com a pesquisa divulgada na quarta-feira pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e pela Flasco Brasil, o estado se mantém na 20ª posição no ranking do Mapa da violência no Brasil. Os números, no entanto, continuam preocupantes, pois é cada vez mais acentuado o número de jovens em ocorrências policiais. Em Juiz de Fora, para mostrar à população que não está alheia ao problema, a Polícia Militar, desde a última quinta-feira, ocupa a divisa dos bairros Jardim Natal e Jóquei Clube, considerada ponto de conflito entre gangues.

A ação é fundamental, pois a percepção de segurança também é vital para a comunidade, mas, nesse caso, é preciso levar em conta o tempo da operação, prevista para terminar neste domingo, embora haja a pretensão de se manter um policiamento mais intenso na região, além de ações sociais envolvendo a comunidade. Com efetivo restrito e uma cidade com demanda ascendente, a PM não tem meios para uma permanência mais longa, como ocorreu no Rio de Janeiro, até a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

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Esta, no entanto, é uma questão a se considerar, sobretudo em função do sucesso das unidades pacificadoras. Juiz de Fora tem índices bem mais modestos, mas prevenir sempre foi melhor do que remediar. Para tanto, porém, é preciso que as lideranças políticas – em voz conjunta – insistam com a Secretaria de Defesa Social (Seds) para inclusão da cidade nos programas especiais. Na mesma página em que comemora os índices, a Seds diz ter programados novos investimentos em programas e ações voltadas para a prevenção da criminalidade.

Neste ano – diz o texto – serão implantados três novos centros de prevenção à criminalidade com os programas ‘Fica vivo’ e ‘Mediação de conflitos’, na região metropolitana de Belo Horizonte. Para o ano que vem, estão previstas novas expansões desses programas para o interior do estado, com a instalação de núcleos em Passos, no Sul de Minas, e em outras cidades ainda a serem definidas. Será a vez de Juiz de Fora?

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