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METAS CONJUNTAS

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A presença de 43 prefeitos e de deputados deu o tom do encontro da semana passada, a convite do prefeito Bruno Siqueira, tendo como pauta o desenvolvimento da região. Foi positivo, pois dá força às iniciativas em torno de um projeto de crescimento integrado da Zona da Mata, até então focado apenas em Juiz de Fora. A cidade ganha mais se os demais municípios também forem beneficiados com investimentos de Brasília e de Belo Horizonte e contemplados com indústrias e obras de infraestrutura.

Ainda nos próximos dias, deve ser formalizado o documento do evento, a ser encaminhado às autoridades federais e estaduais, contendo as principais demandas, mas é preciso, no entanto, avançar além do próprio texto. Mais do que lamentar o que não foi feito, é preciso mostrar ao Estado e à União que não se trata de um pedido, mas de uma exigência, já que a região é uma das mais importantes de Minas, com uma população que gira em torno de 1,5 milhão de habitantes.

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Desta forma, a participação coletiva se torna necessária desde que fundamentada também em dados técnicos, com estratégias definidas, a fim de acelerar as discussões. Não é de hoje que a Zona da Mata elabora documentos que acabam no fundo das gavetas da burocracia. Um dos mais antigos é a Carta de Maripá, elaborada ainda nos anos 1970, cujo resultado não se conhece até hoje. A iniciativa do prefeito Bruno Siqueira, com respaldo de lideranças políticas e empresariais, é um avanço que só ganhará consistência se não sofrer solução de continuidade.

Um dos problemas até então aferidos está exatamente na perenidade dos eventos. Começam e não vão adiante, bastando lembrar que há dois anos, com o mesmo foco, realizou-se em Juiz de Fora, e em outros municípios da Zona da Mata, o Fórum de Desenvolvimento Regional. Seus resultados continuam no papel. Daí, a reunião da semana passada pode e deve cobrar o que foi acertado neste evento, já que os números e os dados continuam atuais.

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