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REGRA DO MERCADO

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Há uma regra no mercado que diz que quanto maior a compra mais baixo é o preço. É uma questão de escala, dizem os especialistas. Pelo lado avesso da discussão, o tráfico também adota a mesma postura ao criar consórcios de drogas, como a Tribuna apontou na edição de ontem com base no relato de delegados e agentes que atuam no setor. Numa relação de extrema confiança – pois se trata de uma área de grande instabilidade -, os líderes se uniram para reduzir os valores de comercialização e aumentar o poder de barganha com os fornecedores. Tudo igual ao mundo legal.

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Mas a diferença para por aí. Quando há essa movimentação, a preocupação cresce, pois fica mais difícil o trabalho da polícia não só na captura, como também na identificação desses chefes. A cidade, porém, não é exceção. Trata-se, na verdade, de uma velha prática, verificada com maior frequência nos grandes centros, onde o volume de venda é bem maior. Em situações como essa, os traficantes também ampliam o seu controle, criando uma preocupação a mais para o Estado.

A venda e o consumo de drogas tornaram-se uma questão mundial, demandando esforços cada vez maiores das instâncias de segurança. Num cenário como esse, há sempre espaço para adoção de outras discussões sobre o que fazer para deter avanço tão acentuado. No início da semana, foram apresentadas fotos de indígenas cooptados pelo tráfico que não só comercializavam, como também consumiam. Não há limites para o vício.

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Seria um caminho sem volta? Para alguns, como o ex-presidente Fernando Henrique – que tem eco em outras lideranças políticas e até de partidos adversários -, é preciso avançar em temas como a descriminalização da droga. Trata-se de um desafio, mas não é de todo uma proposta que deva ser colocada na gaveta. Hoje, o que se vê são ações cada vez mais ousadas e o surgimento de outros entorpecentes, como o oxi, mais letal e mais barato do que o crack. E este, por si só, já é um flagelo.

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