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NOVOS DESAFIOS

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O controle de armas continua sendo um dos gargalos da segurança pública no país, uma vez que há vários pontos negros que ainda não foram resolvidos. Em Juiz de Fora, o Ministério Público Militar apura denúncia de desvio de armas que deveriam ter sido destruídas, fruto de recolhimento feito polícia ou de entrega voluntária, dentro de uma unidade do Exército. Mas não é possível apontar o episódio como único fato gerador do recrudescimento da violência na cidade, sobretudo de crimes contra a vida, embora também não possa isentá-lo na contribuição de colocar equipamentos letais nas mãos dos criminosos. São fatos que se somam e que entram na discussão. Ainda não há um inventário formal de quantas armas clandestinas podem estar circulando no país, uma vez que o tráfico, sobretudo nas fronteiras, ainda é uma realidade.

Essa composição de acontecimentos tem efeitos imediatos não apenas no número de crimes, mas também no comportamento da sociedade. No ano passado, como a Polícia Federal revelou à Tribuna, caiu pela metade a entrega de armas no município na comparação com 2011, passando de 410 para 196. A própria PF admite que o cidadão colocou o pé no freio, por entender que estaria desguarnecido sem uma arma em casa. A despeito dos riscos, pois, na maioria das vezes, não saberá reagir, há o entendimento comum de uma sensação de segurança. E faz sentido, mesmo podendo estar equivocado. Hoje, na maioria dos conflitos urbanos, há o envolvimento de armas de fogo, numa clara evidência de disseminação, que não era comum até bem pouco tempo. E não há faixa etária. Os casos envolvendo adolescentes, nos quais são vítimas e executores, mostram que o acesso às armas tem sido uma rotina.

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Este é um dos principais desafios da segurança pública em função dos desdobramentos. Com a disseminação das drogas, especialmente o crack, o número de ocorrências aumentou até mesmo em municípios que não tinham histórico de ocorrências. E é aí que forma a perigosa combinação: para obter a droga, os usuários recorrem a assaltos e o fazem armados, tal a facilidade. Na outra ponta, as gangues, que antes usavam a força física, armam seus membros, tornando-os soldados da morte, como os números inexoravelmente demonstram.

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