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GENTE GRANDE

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Na série de depoimentos prestados à Polícia Federal, como parte do acordo de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef teria citado o nome de 28 políticos beneficiários do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, segundo reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Da lista consta o nome de gente grande, a começar por ministros, como Edson Lobão, de Minas e Energia, ex-ministros, ex-governadores, deputados e senadores de partidos como o PT, PMDB, PSDB e PP. A próxima etapa da discussão ficou para fevereiro, quando o país retoma sua rotina – mesmo assim, depois do carnaval -, ocasião em que devem ocorrer os primeiros depoimentos dos eventuais envolvidos.

Já considerados réus, pois o juiz Sérgio Moro acolheu as denúncias do Ministério Público, ex-funcionários da estatal, empresários e o doleiro estão prestando contas à Justiça, alguns deles atrás das grades, fruto de prisões preventivas. E como será, então, a relação com os políticos? Quando foi cassado pelos seus pares, por defender interesse de terceiros, o ex-deputado André Vargas disse que era apenas um cisco. Como teve o mandato tirado pelos próprios pares, deduziu que os demais terão a mesma sorte. Terão?

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Alguns dos citados são recorrentes em denúncias sobre uso inadequado do dinheiro público, mas nem por isso tiveram suas carreiras interrompidas. Ao contrário, vivem um ciclo de ascensão dentro do próprio parlamento com a ocupação de postos-chave. Cassar-lhes o mandato, se as denúncias forem confirmadas, será um desafio para a democracia brasileira.

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