A infestação pelo mosquito Aedes aegypti – mais intensa a partir do verão e do ciclo das chuvas – é o dado preocupante do fim do ano. Um levantamento elaborado pelo Ministério da Saúde aponta que o número de mortes pela dengue já é de 573, um crescimento de 96% se comparado ao total de 2012, quando 292 vítimas fatais foram registradas. A doença, em vez de redução de casos, tem se tornado diversificada, com novos tipos. Daí, a necessidade de medidas duras dos governos e intensas campanhas de conscientização para a população. Só com a combinação de esforços será possível enfrentar a endemia que se intensifica nesta estação.
Juiz de Fora não está na lista dos municípios em situação crítica graças às ações desenvolvidas nos últimos três anos, como a Guerra contra a dengue, deflagrada pela Prefeitura por meio de mutirões nos bairros. A comunidade foi chamada a colocar o lixo em locais adequados para recolhimento. O Poder Público, com a mobilização e um intenso trabalho de porta em porta, reduziu drasticamente o Lira da cidade, que hoje está pouco acima de um, quando, antes dessas empreitadas, chegou ao grau sete.
Para reduzir ainda mais os casos, a campanha deve voltar às ruas, a fim de dar ênfase à prevenção. O mosquito da dengue é previsível, tornando-se um alvo fácil quando todos se envolvem na mesma trincheira. Ele não está na mata. Ao contrário, encontra-se dentro de casa, o que faz da população a primeira linha de resistência.
