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RUAS LOTEADAS

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O aumento da frota de veículos, fruto de financiamentos de longo prazo e a preços módicos, mudou a rotina das cidades, fazendo do dia a dia um desafio para as autoridades que tratam da mobilidade. Hoje, não basta cuidar dos veículos em movimento, mas também dos espaços para estacionamento. Em Juiz de Fora, e não é de hoje, há uma discussão permanente sobre a criação de vagas com a sugestão, inclusive, de estacionamentos subterrâneos para atender a demanda. São Paulo, que abriga a maior frota do país, já adotou esse sistema.

A despeito dos financiamentos, é fundamental insistir na utilização do transporte de massa, pois só dessa maneira será possível esvaziar as ruas. A cidade, nesse aspecto, mesmo com as recorrentes reclamações, está acima da média nacional em termos de qualidade e de preços. Resta, é fato, ampliar as linhas e adequar horários. O principal a se fazer, porém, é educar o cidadão e induzi-lo a trocar o conforto do carro, que acaba ficando comprometido diante das retenções, e optar pelos ônibus.

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A mobilidade urbana tornou-se o desafio pelo país afora. Nesta semana do trânsito, a boa notícia é a proposta da Secretaria de Transportes de criar campanhas educativas de longo prazo, que devem ser seguidas de fiscalização permanente não apenas sob o viés punitivo mas também pedagógico.

Um caso a se observar é a Avenida Getúlio Vargas, um dos principais corredores da área central da cidade. Com duas faixas de ônibus e duas de automóveis, tem uma delas comprometida pelo mau uso da pista esquerda, já que, além das normais vagas marcadas, é loteada por carrinhos de entrega, veículos estacionados de modo irregular e pedestres que desconhecem as faixas, preferindo, mesmo sob risco, perambular por entre os carros para ganhar tempo.

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