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CONTRA AS DROGAS

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O levantamento apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz, indicando que 35% dos consumidores de drogas ilícitas nas capitais do país optaram pelo crack, é grave e se acentua quando indica que boa parte não chegou, sequer, aos 18 anos. Como bebês e crianças de certa faixa são excluídos, a concentração entre menores se torna mais aguda refletindo nas ocorrências diárias que marcam o cenário das metrópoles.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou não ser necessária mudança nas estratégias do programa Crack, é possível vencer, lançado pela presidente Dilma Rousseff, com status de prioridade de governo. Mas é possível fazer ajustes com o avanço das próprias ações, pois há características de região. A maioria dos municípios brasileiros já tem consumidores de crack, o que torna o seu enfrentamento uma questão de segurança e de saúde pública.

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Quando surgiu, ele tinha o signo da letalidade, isto é, matava em poucos meses, mas os próprios números apontaram que, apesar de levar seus usuários à morte, ele tem um prazo mais longo e preço mais baixo, combinação essa que ampliou o seu consumo. Juiz de Fora não é exceção e enfrenta o problema diariamente, embora também tenha diversas entidades atuando na recuperação.

Mas todos os esforços ainda são poucos, tal a dimensão do consumo. Pelas ruas, sobretudo em lugares ermos, é possível ver usuários, como a Tribuna apontou recentemente ao verificar a situação de casas na esquina das ruas Benjamin Constant e Calil Ahouagi e também no Poço Rico. Mas existem outros. Além de ser um problema em si, a droga induz à violência. Este, sim, é o seu grande problema.

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