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AÇÃO EDUCATIVA

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Num cenário em que não há mais espaço para tantos carros, e, agora, não se trata apenas de um fenômeno das médias e grandes cidades, sendo possível ver retenções até em pequenos municípios, discutir políticas de mobilidade tornou-se prioridade em qualquer instância. Mas não no discurso raso de viés econômico que indica que o acesso da classe média ao veículo tornou-se um problema. Soa como preconceito, pois trata-se de um direito de todos, à medida que se possa pagar por ele. A questão é mais em cima. As mazelas do trânsito exigem, é fato, a criação de caminhos alternativos e a adoção de políticas de incentivo ao transporte público de qualidade, o que falta na maioria dos municípios, mas é necessário avançar em outros pontos.

A despeito da mobilidade, é fundamental investir em educação, na fiscalização e na punição. Na edição de ontem, a Tribuna mostrou dados levantados pela Secretaria de Transportes (Settra) indicando que quase duas mil multas são computadas por causa de avanço de sinal. É um número relevante e emblemático por apontar para o modo como os motoristas têm se portado no espaço urbano. Nos flagrantes colhidos pelo jornal, veículos particulares e públicos ignoram solenemente as regras do sinal vermelho, colocando em risco os pedestres que acreditam que a norma básica de parar será cumprida.

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Para enfrentar essa questão, é necessário não só educar, o que já deve ser feito nas escolas e exigido nos exames, mas, também, monitorar e punir. A fiscalização é precária, induzindo os incautos a agirem à margem da lei. O número de agentes de trânsito é insuficiente, mas, em tempo de tecnologia, a melhor alternativa é investir em pardais e outros equipamentos que registram e fazem prova de infração. A Prefeitura explicou que duas licitações foram feitas, mas, por conta de recursos, estão pendentes, devendo ser pacificadas até o fim do ano. É uma boa notícia, porque adotar a vigilância eletrônica tornou-se prioridade, já que, a partir dos flagrantes, ela leva às multas.

Mas, como os valores são baixos – e aí vale o Código Nacional de Trânsito -, os números são recorrentes, apontando para a circularidade das ações, isto é, voltando para a educação, que deve ser implementada também por meio de campanhas, a fim de criar a consciência coletiva de que a convivência entre carros e pedestres é possível, desde que cada um respeite os seus limites.

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