Os governos estadual e federal já estão devidamente informados da situação econômica da Zona da Mata, uma vez que, além dos diversos fóruns de discussão, têm em mãos relatórios detalhados de uma região que abriga cerca de dois milhões de habitantes. O encontro de sexta-feira na Regional da Fiemg e o debate de segunda-feira, promovido pelo Sindicomércio, CDL e Associação Comercial com os deputados locais, foram importantes para se concluir uma pauta que é de conhecimento público. Guerra fiscal, infraestrutura precária e obras paradas formam um cenário preocupante, pois não há sinais de mudanças, a despeito de tantas discussões. As autoridades federais e estaduais insistem no discurso de mudança, mas pouco fazem, daí a importância de a instância política, que nunca esteve tão representada como agora, cobrar o passo seguinte, isto é, a retirada do papel de tais projetos.
Um dos temas apresentados no evento promovido pela Federação das Indústrias, seção Zona da Mata, foi a construção de um minianel viário para ligação das rodovias federais BR-040 e BR-267, que facilitaria o escoamento da produção, permitindo, ainda, tirar das áreas urbanas o trânsito pesado. O Dnit, a quem o pleito será encaminhado, tem passivos em Juiz de Fora, como a BR-440, que hoje liga o nada ao lugar algum, embargada por discussões e pela falta de recursos, a despeito de as licenças ambientais para a sua conclusão já terem sido efetivadas. Na competência do estado também está parada a obra de ligação da MG-353 com a BR-040, cuja conclusão não tem prazo, embora seja um empreendimento estratégico.
A Zona da Mata espera, também, que haja convencimento das autoridades para o cenário econômico que esbarra na política tributária de Minas Gerais. Enquanto houver a cobrança de ICMS de 18% em comparação com os 2% do vizinho Rio de Janeiro, não há argumento que convença o setor produtivo a migrar para o outro lado do Paraibuna. Ao contrário, além dos que não se instalam em território mineiro, há os que migram para o Rio, num longo e permanente processo de desidratação econômica da região.
