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IR ADIANTE

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Um dos primeiros processos do ministro Luiz Edson Fachin, tão logo assuma sua cadeira no Supremo Tribunal Federal, será relatar as denúncias de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso que pesam contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. Seria a hora da vingança, como já se especula, uma vez que o senador foi um dos principais obstáculos à sua indicação, que acabou ocorrendo sem problemas na noite de terça-feira. Mas é pura especulação supor que o jurista, agora beneficiado pelo direito vitalício ao cargo, irá para a revanche. Trata-se mais de um exercício dos que querem colocar fogo no circo do que uma ação que, de fato, vá acontecer no STF.

O novo ministro, como cidadão, exerceu suas prerrogativas como qualquer outra pessoa, inclusive mostrando sua postura ideológica e sua preferência partidária, mas isso não faz dele uma exceção. Vários outros ministros fizeram a mesma rota. Em outros tempos, até mandatos tiveram, como foi o caso de Paulo Brossard, um dos maiores tribunos do Senado, voz incisiva contra a ditadura, que exerceu seu cargo no Supremo sem qualquer mácula. Foi juiz, e só, como devem ser os demais, embora todos tenham o livre convencimento.

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Agora é ir adiante, pois há demandas importantes em curso, a começar pelos processos dos escândalos de corrupção envolvendo políticos que, em breve, chegarão à Corte. As denúncias formuladas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estão prestes a chegar ao plenário, assim que o relator, Teori Zavascki, completar o seu trabalho. E, aí, não será apenas Fachin, mas também os demais dez ministros, os senhores do destino dos acusados.

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