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DUPLO INTERESSE

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Feriados que caem na quinta ou na sexta-feira sempre foram problemáticos para o comércio, pois há uma cultura pelo fim de semana prolongado no país. Quando isso ocorre, o sábado morre no jargão das vendas, pois elas caem acentuadamente. Em situações como a de hoje, na qual dois feriados simultâneos estão no calendário, a questão se agrava mais ainda, pois o consumidor some e o balanço do mês fica comprometido.

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Para minimizar o impacto, os empresários vão à justiça pedir a abertura das lojas sem o risco de multa, enquanto o sindicato dos trabalhadores argumenta que o caminho está equivocado, pois o problema não está no comércio, e sim no consumidor, que prefere viajar ou ficar em casa a ir às compras. Quem está certo? Provavelmente os dois, pois ficar de loja fechada dá prejuízo, como também é correto apontar que boa parte dos clientes prefere escolher outro dia. Em enquete, a Tribuna apurou que apena 36% estão dispostos a aproveitar as datas para ir às ruas comprar alguma coisa.

Embora o viés científico seja precário, é necessário considerar a tendência, sobretudo ante uma diferença tão grande. Por isso, não basta recorrer à Justiça e nem dizer que é melhor ficar em casa se não houver campanhas para reverter o quadro. O comércio tem que avisar ao consumidor que estará de portas abertas e que vale a pena aproveitar a data. Se isso não ocorrer, o sindicato dos trabalhadores estará correto em suas considerações.

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Juiz de Fora tem hoje uma nova legislação sobre o tema e não é a única cidade a enfrentar o dilema dos feriados prolongados. Respeitados os direitos trabalhistas e com apoio dos próprios trabalhadores, que têm na comissão parte de seus recursos, é possível ir adiante, sobretudo pelo perfil regional do município, mas é preciso avisar ao público-alvo. E com boa antecedência.

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