As metrópoles, e Juiz de Fora não é exceção, vivem um momento crítico em função dos desafios urbanos que são apresentados aos administradores: segurança, saúde, educação estão no topo das demandas, mas os novos tempos levam a outras questões, como a mobilidade. O anúncio de licitação para o sistema de transporte coletivo, também uma indicação do Tribunal de Contas do Estado, é um ponto positivo da administração, pois encerra um longo período de incertezas sobre esse setor. Nesse ciclo que não se consolidou, foram feitas experiências, como o transporte troncalizado, que acabaram abortadas pelo administrador seguinte, em vez de dar-lhes prosseguimento com a correção de possíveis falhas.
Se isso tivesse sido feito, a cidade, certamente, teria avançado. Uma das causas de retenções na área central, de acordo com os estudos apresentados pelos especialistas, é o excessivo número de ônibus em vias estratégicas, como as avenidas Rio Branco, Andradas e Getúlio Vargas, além da Francisco Bernardino. Se o sistema de transporte troncalizado fosse adotado, esse volume seria bem menor, e a movimentação dos ônibus, mais rápida.
Espera-se, agora, que a discussão avance e que o edital se transforme em fato, pois não há como tolerar a situação atual, na qual, a despeito de diversas medidas, ainda é crítica a vida dos usuários, especialmente nos horários de pico. Para isso, porém, não bastam ações em torno dos ônibus, devendo o município também melhorar as suas vias de escoamento. Nesse aspecto, também já houve avanços, como a construção de viadutos, especialmente na Avenida Brasil, mas é preciso ir além.
Como a mobilidade é uma questão complexa e de investimentos permanentes, é fundamental recorrer ao Estado e à União, a fim de obter recursos. E, nesse aspecto, as demais instâncias políticas são fundamentais.
