Quando indagado sobre as principais preocupações no seu dia a dia, o brasileiro aponta saúde e segurança como pontos mais vulneráveis. Num momento em que a União tira recursos do setor, a comunidade reclama, pois não se sente protegida quando sai às ruas. Na edição de ontem, a Tribuna mostrou a posição de moradores do Alto dos Passos, um dos bairros mais movimentados da cidade, clamando por mais seguranças ante tantas ocorrências, sobretudo de crimes contra o patrimônio.
A PM, a quem cabe o policiamento ostensivo, diz que tem várias ações em curso. De fato, o número de policiais nas ruas praticamente dobrou. Até um posto móvel foi instalado no foco central dos bares e restaurantes, na Rua Severiano Sarmento, quase esquina com a Rua Dom Viçoso. Trata-se de um passo adiante, mas a comunidade se queixa, sobretudo, dos flanelinhas, que continuam pelas ruas da cidade.
Nesse aspecto, porém, a cobrança não é para a PM exclusivamente. Aonde estão as ações sobre esse segmento, discutidas por órgãos municipais, entidades sociais e vereadores? Depois de uma série de audiências e feitas diversas propostas, o assunto se afastou da ordem do dia, e os guardadores estão de novo nas ruas. Para os moradores, alguns deles são olheiros. Para outros, autores dos furtos.
Trata-se, de fato, de uma demanda coletiva, na qual quem paga impostos tem o direito de cobrar. A prisão de um autor de furtos é sinal de trabalho, mas não encerra o problema, já que, na mesma semana, um caixa eletrônico foi arrombado, sem sequer disparar o alarme. Como disse a própria PM, foi coisa de quem entende do assunto. Isto mostra, pois, que há profissionais na área que também precisam ser retirados de ação. E como o caso requer investigações, a Polícia Civil também tem que entrar em cena.
