A construção da BR-440, que se tornou peça de resistência em várias discussões, está sob olhar do Tribunal de Contas da União, que exigiu uma nova licitação para sua complementação. A construtora responsável pelas obras tem, no entanto, que terminar parte do serviço, a fim de não penalizar a população. Trata-se de uma medida para evitar mais um esqueleto urbano, como tantos outros que a cidade registra na sua área central. São prédios inacabados que se tornaram criadouros de ratos e focos de mosquito sem que os responsáveis sejam punidos, mesmo sendo notificados.
No caso da rodovia, o TCU recomenda a conclusão da canalização do córrego até o campo do Nova União, mas deixa para trás um trecho de apenas 400 metros, que faria a ligação com a BR-040. A despeito do zelo, cria-se mais um cenário em que o nada liga a lugar algum, pois a rodovia só se justifica se houver sua complementação com a BR-040. Com esse embargo, quando isso vai ocorrer?
Como não há prazo para uma nova licitação, ou melhor, somente quando a primeira etapa for concluída, cria-se um passivo que deve ser vencido somente em 2013, deixando a comunidade com uma rodovia sem sentido por mais de dois anos, sendo utilizada única e exclusivamente como tema de discurso nos palanques eleitorais, enquanto os usuários ficam na expectativa de uma solução.
Espera-se que o TCU acolha medidas alternativas, como as que foram sugeridas pela Prefeitura, a fim de garantir a ligação com a rodovia, ficando o trecho mais crítico – a passagem sobre o Vale do Ipê – para depois, pois é lá que se encontra o principal desafio ambiental.
