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RISCO HISTÓRICO

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O tombamento de bens históricos tem sido um desafio para o Estado, não apenas pelo seu custo, mas pela falta de políticas de manutenção. O prédio no Bairro Mariano Procópio, que durante anos abrigou a Superintendência Regional de Ensino, como a Tribuna apontou na edição de ontem, é apenas um dos muitos exemplos desse problema. Aguardando restauração, tornou-se um arremedo do imóvel que marcou o estilo de uma época. Hoje, tornou-se um esqueleto, enquanto são consumidos R$ 41 mil por mês para pagar o aluguel da superintendência.

Os Grupos Centrais, embora menos comprometidos, passam por situação semelhante ao esperarem a transferência de recursos para a sua recuperação. Enquanto isso, os alunos, ora abrigados em outro espaço, não têm o mesmo conforto do antigo prédio. E não há perspectiva de ações no curto prazo para sua recuperação.

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Na instância privada, a situação não é diferente. Diversos locais que foram tombados estão com suas estruturas comprometidas. Em outros, nos quais o conflito de interesses chegou ao limite com a demolição, o impasse permanece em detrimento do interesse coletivo. O caso clássico em Juiz de Fora é o “castelinho” na confluência da Avenida Itamar Franco com a Rua Espírito Santo. Há anos demolido e sem perspectiva de investimentos, tornou-se um ponto de uso de drogas e de prostituição.

Preservar a história das cidades é uma obrigação de Estado, pois é fundamental manter tais locais, mas é vital estabelecer medidas que atendam também a esse mesmo interesse coletivo. Se não houver conservação ou algum tipo de indenização justa aos proprietários afetados, haverá distorções. E não é esse o caminho.

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