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NOVAS CONEXÕES

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Já nas eleições de 2010, discutia-se o papel da internet nas eleições. Alguns especialistas advertiram ser prematuro considerá-la como fator decisivo na escolha dos candidatos, enfatizando tratar-se, ainda, de um treinamento para o pleito seguinte. A campanha de 2014 está em pleno andamento, e as redes sociais tornaram-se fator estratégico na disputa, mas seriam decisivas? Pelos primeiros dados, não. O Brasil, de acordo com recentes pesquisas, avançou, e muito, em suas conexões, mas apenas a metade da população tem acesso à rede mundial.

Trata-se, de fato, de um avanço, mas, se visto por outra ótica, sugere que ainda há um longo caminho a ser trilhado para democratizar o acesso. Os custos ainda são altos para boa parte da população, e as conexões nem sempre estão de acordo com o esperado. As operadoras garantem que os investimentos continuam sendo feitos, mas só o tempo dirá qual a dimensão, mas o Brasil, como Minas, não é apenas um. Nos grandes centros, especialmente da região Sudeste, a situação é mais adequada ao que se vende: há conexões em 4G, fruto, em boa parte, da Copa do Mundo, que exigiu fortes investimentos das operadoras.

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Mas o país não se restringe ao Sudeste ou ao promissor Sul. Há regiões importantes que precisam de ações mais fortes para empatar o jogo. Nos seus discursos, os candidatos apontam uma série de soluções para o setor, mas a prova material colhida pelo próprio eleitor é de que a palavra final continua com as operadoras, que agem de acordo com suas conveniências. Não é de graça que lideram as reclamações dos servidores de atendimento ao consumidor.

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