Ícone do site Tribuna de Minas

CONTRA A MISÉRIA

PUBLICIDADE

No meio de um cenário de crise econômica pelo mundo afora e denúncias de corrupção ocupando parte do noticiário, a boa notícia da semana foi o lançamento do projeto de combate à miséria encabeçado pelo Governo federal. A presidente Dilma, com razão, dá prioridade à luta contra um dos flagelos dos tempos atuais. Por mais que os avanços sociais tenham ocorrido nos últimos anos, há um passivo a ser recuperado. Mais importante ainda foi o afastamento do viés partidário para implementação do projeto. No mês passado, no Nordeste, e quinta-feira, na região Sudeste, a presidente não olhou para a trincheira para capturar aliados. No evento em São Paulo, estava ao lado de tucanos do porte dos governadores de Minas e de São Paulo, que não mediram palavras para enfatizar a parceria.

PUBLICIDADE

E não há outro caminho quando a questão é comum. União, estados e municípios têm que andar juntos no combate à miséria para garantir o sucesso do empreendimento. Independentemente dos nomes que possam ser dados em outras instâncias, o ponto central é o trabalho conjunto, muitas vezes comprometido pela intransigência de setores radicais. A miséria não é ideológica, sendo, sim, fruto da omissão dos próprios representantes do poder que deixaram os mais carentes à margem dos investimentos. E, quando isso ocorre, a perda é coletiva, pois obriga os governos a adotarem políticas públicas para sanar o problema.

Nos discursos, os governadores Antonio Anastasia e Geraldo Alckmin se comprometeram não só a acolher o projeto da União, mas também ampliar suas políticas contra a pobreza. Na sua própria facticidade, o homem não escolhe onde nascer. Para os que têm a sua gênese na miséria, como milhões de pessoas ao redor do mundo, a mão do estado se faz mister, pois não é ético e nem moral pactuar com a fome, como se ela fosse apenas um problema do outro. E não é.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile