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OLHO GRANDE

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A decisão da Anatel de suspender a comercialização de novas linhas telefônicas pelas operadoras com os piores índices de qualidade em cada estado, chega com atraso, mas ainda a tempo de reparar danos ao consumidor, os quais aumentaram nos últimos anos. De olho grande no mercado ascendente, investiram na quantidade, esquecendo-se da qualidade, dando margem para uma enxurrada de reclamações nos Procons. A decisão da agência é como uma freada de arrumação, mas só terá eficácia se a fiscalização se mantiver em dia, acompanhando o cumprimento de suas decisões.

Em Juiz de Fora, somente uma operadora foi afetada, mas a Anatel deveria verificar os pleitos para outra questão: a qualidade do sinal oferecido à população. Não basta ter o aparelho, seja ele comum ou smartphone, se o sinal é ruim. Pelo lado do humor, o juiz-forano já mapeou as zonas de sombra, avisando com antecedência ao interlocutor que o sinal vai cair. Grave é que não há indícios de melhoria do serviço, mesmo com a oferta da tecnologia de quarta geração (4G), que já vem acoplada aos tablets. Como 4G, se nem o 3G funciona direito? A cidade se habilitou para ser uma das subsedes da Copa do Mundo, mas perde pontos com a sua telefonia.

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O argumento das operadoras é o número de antenas, considerado insuficiente, mas é certo que precisam se adequar à realidade, em vez de só pensarem em inundar a cidade com torres por todos os lados. O município fez o seu papel quando mudou – mesmo sob justificados protestos de entidades ambientalistas – a lei que trata do tema, mas a recíproca não foi verdadeira. Daí, a importância de se levar a demanda para fóruns de discussão e para os serviços de defesa do consumidor. Afinal, o cliente sempre tem razão.

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