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MOMENTO POLÍTICO

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Soa como um paradoxo quando lideranças políticas se mostram pouco interessadas na disputa municipal. Afinal, ser prefeito de sua cidade é o sonho de qualquer político. Mesmo aqueles que ocupam escalões da República se sentem frustrados ao não dirigirem os destinos de seu município. O fenômeno apontado pela Tribuna é fruto de um cenário de incertezas econômicas, no qual o fazer pela sua comunidade tornou-se um exercício estressante pela falta de financiamentos. As promessas de campanha tornam-se apenas expectativas, mas as ruas não têm uma leitura racional dos fatos, preferindo imputar ao chefe do Executivo todas as mazelas que afetam o seu dia a dia.

Com o esperado e necessário aquecimento da economia – depois de tantos remédios amargos do “médico” Joaquim Levy -, esse sentimento pode ser revertido. A sucessão nos municípios é sempre um exercício à parte na luta pelo poder e, certamente, voltará a ocupar corações e mentes, fazendo da campanha um momento não apenas de enfrentamentos mas também de reflexões sobre as demandas populares.

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Mas o cenário, hoje, é preocupante. As prefeituras pelo país afora estão com seus caixas zerados, independentemente de seu porte. Juiz de Fora não é exceção. Os muitos projetos, ora parados, são fundamentais para a população, pois boa parte deles interfere diretamente nas suas vidas, sobretudo nas áreas de saúde e mobilidade. Resta aos próprios políticos atuar para que as obras sejam retomadas não para fazer da disputa um momento atraente mas para levar adiante o que, de fato, precisa ser feito.

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