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SEMPRE ALERTA

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Os números da infestação pelo mosquito da dengue, revelados pelo Governo no último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa), ora em 6,8%, chegando a 14,5% em algumas regiões, demonstram que a cidade tem que estar sempre alerta no combate à doença, não sendo mais uma questão sazonal. Para tanto, poder público e população devem estar comprometidos não apenas em trabalhos conjuntos mas também nas metas que cabem a cada um. O mutirão de limpeza, iniciado no último sábado, precisa ser uma ação permanente, no qual a comunidade tem papel destacado, pois é a principal responsável pelos lixões espalhados em vários pontos da cidade, a despeito do serviço rotineiro do Demlurb.

A estiagem, um dos antídotos contra o mosquito, acabou tornando-se um problema, pois as pessoas relaxaram no combate ao transmissor da doença, como bem lembrou a subsecretária de Vigilância em Saúde, Magda Ferreira, em entrevista à Tribuna. De fato, abrir a guarda tem sido uma rotina, que só é revertida com ações permanentes, inclusive no espaço da conscientização coletiva. A dengue é um fato grave, mas negligenciado por muitos, sobretudo aqueles que não se comprometem em fazer a sua parte, preferindo deixar áreas expostas para montagem do cenário ideal de contaminação.

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O mutirão, uma experiência de sucesso, é também uma denúncia, pois aponta para o descarte indevido do lixo. Por isso, além de sua implementação, como a Prefeitura anunciou, é fundamental retomar as campanhas de informação, a fim de orientar os que consideram a dengue uma infestação que atinge apenas o outro, embora trata-se de algo além disso, não poupando regiões, como o próprio Liraa constatou.

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