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FALSO CENÁRIO

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É louvável a iniciativa da Assembleia Legislativa de desenvolver ações por todo o estado incentivando jovens de 16 e 17 anos – que votam se quiserem – a participar ativamente da política. Em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral e a Secretaria de Estado da Educação, o Expresso Cidadania abriu sua jornada de 2012 em Juiz de Fora, com a realização de diversos eventos e com a presença de líderes políticos, como o próprio presidente da Assembleia, Diniz Pinheiro. Segundo ele, a meta é defender a bandeira da participação política. Nesta terceira edição, o tema do projeto é Drogas, política de enfrentamento ao crack.

De fato, trata-se de um tema presente ao cotidiano e que deve ser enfrentado, a começar, pela via do esclarecimento. Muitos adolescentes ingressam no mundo das drogas por simples curiosidade e, depois, não encontram o caminho de volta, aumentando o contingente de dependentes que continua crescendo pelo mundo afora, a despeito das campanhas de recuperação. Com conhecimento dos danos, físicos e materiais, os jovens que participam de tais eventos podem não apenas se protegerem, mas também se tornarem multiplicadores na jornada de combate às drogas.

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Outro ponto crucial do Expresso Cidadania é explicar a eleitores que vão às urnas se quiserem sobre o papel que desempenham no processo de transformação do país. É necessário enfrentar o marasmo das ruas, que consideram, indistintamente, os políticos um dado perverso nas instâncias de decisão. O problema não é dizer que a maioria atua com seriedade, mas explicar o que está sendo feito para virar o jogo. A Lei da Ficha Limpa, um dos antídotos contra os maus candidatos não surgiu no Congresso, nem nas assembleias nem, muito menos, nas câmaras municipais, e sim na inquietação popular, sob o aval de diversas entidades. Se são as ruas que tentam a moralização, como dizer a esses jovens o que faz um parlamentar?

Trata-se de uma difícil missão, pois, a despeito de ser a representação política vital para o processo democrático, e que sem ela não funciona, é necessário insistir em ações para reverter o cenário que ora se nos apresenta cotidianamente, com lideranças lutando por interesses menores, fazendo do mandato apenas uma escada de ascensão ao poder ou para conseguir benefícios pessoais. A luta dos partidos por cargos no Governo e a entrega desses cargos em troco de apoio soam a quem está dando os primeiros passos na militância como um falso cenário.

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