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PELA REDE

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Quando Barack Obama obteve o seu primeiro mandato de presidente dos Estados Unidos, a internet levou milhões de americanos a uma virada histórica: foi o primeiro negro a chegar à Casa Branca. A rede não foi apenas o espaço para divulgação de suas ideias, mas também a principal fonte de arrecadação para a sua campanha. A partir daí, pensou-se que a web fosse o diferencial por conta do sucesso da experiência americana. Mas o caminho ainda é longo, sobretudo no Brasil, onde o acesso, a despeito de todos os avanços, ainda é precário, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

Além disso, nem todos os políticos fazem da rede uma ferramenta cotidiana de trabalho, preferindo – por meio de assessorias – postar agendas e comentários insossos, sem torná-la, de fato, um espaço de discussão de ideias e projetos. Por isso, ainda há dúvidas sobre a projeção nas urnas de um equipamento tão poderoso, porém mal utilizado. Na última hora, certamente, o tráfego virtual será ampliado, mas o próprio eleitor será capaz de perceber quando o jogo é jogado para valer ou é apenas uma figuração.

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As redes sociais, que mobilizam milhares de pessoas pelo país afora, podem ser o canal mais adequado de discussão, mas é fundamental que também mudem o seu foco. Salvo as mobilizações, têm sido usadas como um diário pessoal, no qual prevalece a vaidade sobre as ideias ou a desconstrução do outro. Quem ousa mudar a agenda tem dificuldades de tráfego.

O que se espera no próximo pleito é um investimento positivo no espaço do futuro. Tanto os internautas quanto os políticos devem se conscientizar de que é possível ampliar discussões importantes, desde que sejam elaboradas dentro de princípios éticos, a fim de garantir a qualidade dos debates. O que não é aceitável é perder um canal fundamental na aproximação de pessoas e na difusão de ideias.

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