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MAIS PREVENÇÃO

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O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, ao anunciar uma série de medidas para enfrentar o período de chuvas, advertiu que 251 municípios brasileiros estão em situação de extremo risco; na maioria das vezes, por não terem feito o dever de casa com medidas preventivas. Mas o próprio Governo, através do ministro, admite que suas ações também estão atrasadas, não em relação ao início deste ano, quando várias tragédias foram registradas, mas a um longo período em que nada foi feito.

Uma das primeiras atitudes, envolvendo União, estados e municípios, é mudar a cultura. Hoje, o que se faz é responder às crises, em vez de se antecipar a elas. As decisões só são tomadas após o fato consumado, quando a melhor estratégia seria tomar medidas para evitá-los. Há vários casos de tragédias anunciadas que não mobilizaram as autoridades e, muito menos, as populações. As quase mil mortes da Região Serrana do Rio de Janeiro são o caso mais emblemático.

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Fernando Bezerra tem razão ao lembrar que essa mudança de atitude não se faz da noite para o dia, mas é fundamental o primeiro passo, a fim de se evitarem novos danos. As chuvas têm período marcado, não havendo, pois, razão para justificativas tipo fomos surpreendidos. De dezembro até março, as águas vão rolar, o que implica, necessariamente, em tomada de medidas para evitar suas consequências.

Nesse aspecto, a população precisa ser envolvida, pois boa parte dos problemas não é fruto da ação exclusiva da natureza. O homem, com suas atitudes equivocadas, tem forte parcela de responsabilidade, sobretudo em ações simples como não recolher o lixo adequadamente ou ocupar áreas de risco.

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