Ainda na campanha eleitoral, Fernando Pimentel anunciou a implementação dos fóruns regionais, por considerar ser a melhor forma de conhecer a realidade das muitas Minas Gerais. Hoje, na cidade, a Zona da Mata terá a chance de falar diretamente ao governador, embora, ressalte-se, já esteja sendo ouvida por meio de sua expressiva representação política, eleita no ano passado. Nunca a região teve tantos deputados, e o resultado tem sido saudável não apenas pela positiva competição entre eles, para mostrar trabalho, mas pelo discurso conjunto que têm elaborado em causas importantes para os municípios.
O encontro de hoje dará espaço a outras vozes, pois os problemas da Zona da Mata são muitos e de longa data, embora muitos deles já sejam de conhecimento do governador. Os efeitos da política tributária do vizinho Rio de Janeiro e o expressivo número de obras inacabadas estão na agenda, mas é fundamental avançar, sobretudo quando há disposição de ouvir. Há um passivo histórico do estado que precisa ser recuperado. Embora tenha sido uma das mais ricas do estado no ciclo do café, a Zona da Mata, e com ela Juiz de Fora, entrou em queda nas últimas décadas. Os investimentos foram mínimos, se comparados com os de outras regiões, e o resultado é o que ora entra na agenda. É preciso recuperar o tempo perdido.
O fórum é uma oportunidade importante, o que faz dos atores políticos, empresariais e comunitários fundamentais para sensibilizar as instâncias de poder. O entorno de Juiz de Fora, especialmente, precisa ser revisto, pois hoje o resultado é perverso para eles, por não terem benefícios, e até para Juiz de Fora, para onde são carreadas todas as demandas.
