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MUITOS DESAFIOS

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Exceção feita ao Minas Láctea, evento mais importante, e que começou ontem no Expominas de Juiz de Fora, nenhum outro tem dado tantos resultados no centro de convenções inaugurado ainda na gestão Aécio Neves, há quatro anos. As recentes tentativas de otimizar o espaço com a nomeação de um gestor local ficaram no meio do caminho. O empresário Aloísio Vasconcelos, a despeito de sua reconhecida capacidade de mobilização, será apenas um agente comercial, sob ordens de Belo Horizonte. Portanto, sem a esperada autonomia para desenvolver o seu trabalho.

Nos meses que antecederam sua indicação para o cargo, entidades representativas de Juiz de Fora foram signatárias de cartas à empresa gestora, apontando a necessidade de um representante da cidade no projeto. Até a instância política foi acionada, obtendo, por meio do deputado Lafayette Andrada, a garantia do governador Antonio Anastasia de que a nomeação seria feita, como, aliás, ocorreu. Por se tratar, porém, de uma empresa de economia mista, o cargo pleiteado não existe no organograma do grupo, exigindo uma alternativa, ora ocupada pelo empresário. Este, no entanto, desde o primeiro momento, foi avisado de que teria que seguir ordens da capital. E não há como ser diferente em se tratando de uma empresa com viés privado.

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A questão do Expominas não vai se resolver num passe de mágica, sobretudo pelas dificuldades que ainda estão expostas, a começar pelas vias de acesso. Hoje ele depende de uma rodovia federal, o que torna o trânsito perigoso para os usuários, sobretudo em eventos à noite. Ademais, a própria cidade tem que gerar demandas, não ficando apenas à mercê da direção central. O Governo do estado tem construído centros de convenções em diversas cidades-polo de Minas, na expectativa de ocupação plena, mas vai depender de investimentos e ações, duas medidas que soam como um desafio para Vasconcelos e para os próprios dirigentes em Belo Horizonte.

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