Ícone do site Tribuna de Minas

FRONTEIRA VIGIADA

PUBLICIDADE

A notícia é boa, mas resta saber se vai contemplar todos os municípios que fazem fronteiras com outros estados. De acordo com o site Folha On-line, Goiás, Minas Gerais e São Paulo se uniram para realizar uma ação integrada e combater a criminalidade nas fronteiras entre os estados. Membros das polícias Federal, Civil e Militar e do Ministério Público dos três estados já realizaram duas reuniões sobre o assunto para planejar ações conjuntas nas divisas dos três estados. A última delas foi na semana passada, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. As ações devem ser realizadas numa região que engloba aproximadamente 200 municípios, nas proximidades de Catalão e Itumbiara, em Goiás, Ribeirão Preto e Franca, em São Paulo, e Uberaba e Uberlândia. Segundo o secretário de Defesa Social de Minas Gerais, Rômulo Ferraz, os focos das operações devem ser o combate ao tráfico de drogas e furtos e roubos de caixas eletrônicos.

De fato, os números dessas cidades impressionam. Cortada por quatro rodovias federais, Uberlândia tem sido um dos focos de preocupação, sobretudo em torno do tráfico de drogas, que aumentou o número de crimes contra a vida. No entanto, a indagação que se faz é se esse tipo de operação chegará a Juiz de Fora. Embora tenha números mais modestos do que o Triângulo Mineiro – pelo menos nesse aspecto estamos melhores -, o município tem sido alvo de criminosos de outros estados, especialmente do Rio de Janeiro. Basta conferir os números do Ceresp, que hoje registram internos de outras regiões, notadamente do vizinho estado. Mesmo não havendo dados oficiais, há indícios de migração após a instalação de UPPs em várias comunidades cariocas.

PUBLICIDADE

Independentemente dessa migração, a Secretaria de Defesa Social deve levar em conta a divisa de Juiz de Fora, que precisa de ações constantes de fiscalização, mesmo se sabendo que as polícias têm feito operações pontuais para impedir a entrada de criminosos. No entanto, a luta contra o tráfico – o principal flagelo – é permanente, o que implica cobrar as mesmas medidas para Juiz de Fora e seu entorno.

Sair da versão mobile