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BOAS FALAS

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Representando as diversas microrregiões da Zona da Mata, políticos eleitos para a Assembleia Legislativa, em outubro do ano passado, defendem demandas exclusivas de suas áreas de influência, mas admitem que há temas comuns, nos quais o envolvimento integrado será fundamental. Boas falas, pois o que se discute não é uma confraria tipo um por todos, todos por um, mas uma unidade de metas quando ela se fizer necessária.

Durante os últimos governos, a Zona da Mata ficou na retaguarda dos investimentos, com o agravante de ser alvo predileto da guerra fiscal iniciada pelo vizinho Rio de Janeiro, a partir da Lei Rosinha, que abriu a porta para a migração de indústrias, sem que o Governo mineiro reagisse à altura. As medidas tomadas foram mínimas, resultando num cenário de empresas ricas do outro lado da divisa entre os dois estados. Basta visitar Três Rios.

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A criação de mecanismos para incentivar a implementação do setor produtivo na região – demandando estrutura adequada – deve ser a bandeira comum dos parlamentares, cabendo o reforço dos deputados federais. Como a Tribuna mostrou na edição de domingo, há consenso sobre a necessidade de investimentos, a começar pela recuperação das rodovias e qualificação das que já estão em uso. É o caso da MG-353. Sua ligação com a BR-040 está parada desde o ano passado. Há, ainda, trechos que precisam ser duplicados, a fim de facilitar o escoamento da produção e do tráfego oriundo do Aeroporto Regional.

Demandas não faltam e, muito menos, informações. A Federação das Indústrias de Minas Gerais, por meio de sua regional de Juiz de Fora, tem um profundo estudo sobre o que precisa sair do papel. Basta consultá-la e colocar mãos à obra. Um bom teste para a Frente Parlamentar ora em gestação.

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